Revista Econômica do Nordeste

A REN é uma publicação trimestral aberta a edições especiais temáticas. Mantida pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste – ETENE e patrocinada pelo Banco do Nordeste do Brasil desde sua criação em 1969. Divulga trabalhos originais de cunho técnico-científico (escritos em português, inglês ou espanhol) resultantes de pesquisas que concorram para a constituição de uma base de informações acerca do desenvolvimento regional e contribuam para a qualificação e a formação de uma consciência crítica em torno dessa temática.

Com classificação Qualis B2 em áreas como economia e planejamento urbano e regional/demografia, a REN conta atualmente com um amplo quadro multidisciplinar de revisores-doutores independentes (em torno de 700), com formação no Brasil e no Exterior.

Notícias

 

CADERNO SETORIAL ETENE > FRUTICULTURA E BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS

 

O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste - ETENE disponibiliza novas análises setoriais:


FRUTICULTURA

Restrição hídrica limita expansão da fruticultura no Nordeste

O Nordeste brasileiro detém 29% do valor de produção nacional de frutas, e na área de atuação do Banco do Nordeste 34%. São 12 bilhões de reais oriundos de 2 milhões de hectares de lavouras, sendo melão, manga, castanha de caju e uva responsáveis por 90%, US$ 558 milhões, do total das exportações de frutas do Nordeste em 2017, US$ 670 milhões. Não  obstante, a fruticultura nordestina com lavouras permanentes, a exemplo destas, emprega mais de 46 mil trabalhadores, 35% do total empregado no setor no Brasil. Neste sentido, a fruticultura tem importante papel social e econômico para o semiárido e, em 2017, com investimentos em tecnologias, o BNB aplicou cerca de R$ 335 milhões na fruticultura, desse total na 76% para produtores de pequeno porte. Destaca-se que nos últimos dois anos pós seca prolongada (2012-2016), o volume de chuvas na maioria dos estados do Nordeste foi melhor que nos anos anteriores, no entanto, a situação hídrica ainda não é confortável. A baixa recarga dos reservatórios e as incertezas com relação ao próximo período chuvoso, não se espera a expansão da área irrigada com culturas permanentes nas áreas que possuem os açudes como fontes hídricas. Portanto, urge premente a conclusão das obras de infraestrutura hídrica e o fortalecimento das instituições de apoio técnico e operacional à fruticultura irrigada e aos perímetros irrigados, como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS.

 

BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS

Ceará é o terceiro maior estado exportador de bebidas não alcoólicas do País

O trabalho é um panorama recente do setor de bebidas não alcoólicas no Brasil e no Nordeste, incluindo sua caracterização, desempenho recente e perspectivas, e as tendências para o setor e seus produtos em nível global. No varejo de bebidas não alcoólicas, que em 2017 representava cerca de 21 bilhões de litros, o cenário dos últimos seis anos indica crescimento das vendas de águas envasadas e queda dos refrigerantes. Em 2012 e 2017, os refrigerantes representavam 62 e 48% deste mercado, enquanto que as águas engarrafadas 30 e 43%, respectivamente. Esta é também uma tendência mundial, e mantém aquecido o comércio externo brasileiro, que em 2017, faturou US$ 202,6 milhões em exportações. Destaca-se que o Ceará foi o terceiro maior exportador de bebidas do Brasil e tem sido o maior exportador de água de coco do País. Não obstante, em 2016, a indústria de bebidas não alcoólicas tinha 1,2% dos empregos da indústria de transformação do Brasil e 2,4% dos empregos da indústria de transformação do Nordeste. Logo, a indústria de bebidas não alcoólicas tem maior importância para a geração de empregos no Nordeste do que no Brasil, que em 2016 eram cerca de 22 mil empregos diretos, em torno de 26% dos trabalhadores com carteira assinada neste segmento no Brasil, de mais de 83 mil empregados. E a tendência mundial é um mercado consumidor exigente em comodidade e produtos naturais, e o mercado brasileiro mostra recuperação, mas abaixo da média mundial, com destaque para o crescimento mais significativo das águas engarrafadas e dos chás prontos para beber (RDT). Assim, os financiamentos devem estar relacionados a projetos que envolvam a fabricação de produtos que atenderão a nichos específicos de mercado, a exemplo da água de coco engarrafada ou RDTs. Também, investimentos para modernização de processos produtivos, especialmente aquelas que impliquem a racionalização do consumo de insumos, tais como água e energia.

 

 

Na página https://www.bnb.gov.br/publicacoes/CADERNO-SETORIAL você terá acesso a todo o acervo e poderá acompanhar o setor ou segmento de sua preferência. O Caderno Setorial ETENE é uma publicação mensal que reúne análises de setores da economia nordestina e, eventualmente, temas transversais. Com uma redação eclética, esta publicação se adequa à rede bancária, pesquisadores de áreas afins, estudantes, e diversos atores do setor produtivo.

 
Publicado: 2018-08-06
 

DIÁRIO ECONÔMICO ETENE – DEE

 

Brasil está entre os 10 maiores produtores e consumidores de petróleo

 

“O Brasil está entre os 10 maiores produtores de petróleo e derivados do mundo. Considerando a extração de petróleo das camadas do pré-sal, as empresas que atuam no País possuem capacidade de produção, refino de distribuição de derivados sem necessitar recorrer a elevadas importações para abastecer o mercado interno”

 

O documento de hoje está disponível: Edição Atual

 

As edições anteriores do Diário Econômico podem ser consultadas: Edições Anteriores

As demais publicações do ETENE estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste: Publicações ETENE

 
Publicado: 2018-06-26 Mais...
 
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Volume 49, número 2


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