Desigualdade financeira regional: vazamento de depósitos no Nordeste brasileiro

Lucas André Ajala Sorgato

Resumo


O objetivo deste artigo é explicar porque a concentração do sistema bancário no País favorece o vazamento de depósitos (transferência de recursos interbancários de uma região para outra) e a desigualdade financeira em nível regional, tomando como estudo de caso a Região Nordeste, tendo como referencial teórico a abordagem pós-keynesiana de economia regional. A concentração bancária brasileira ganhou força a partir da criação do Plano Real, em 1994, com a estabilização monetária. Os dados do trabalho demonstram que tal aglomeração ocorreu na região mais desenvolvida, a Sudeste, em detrimento das demais. O approach pós-keynesiano, por sua vez, explica este fenômeno por meio da estratégia dos bancos que tendem a gerar maiores volumes de empréstimos nas regiões onde possuem melhores informações, o que se traduz em menor incerteza, riscos e preferência pela liquidez. As regiões menos dinâmicas e economicamente instáveis sofrem com a insuficiência da oferta de crédito, o que pode contribuir para reforçar as desigualdades regionais. Como resultado, a hipótese validada, a partir da metodologia desenvolvida pela agenda de pesquisa pós-keynesiana, foi a de que o aumento da preferência pela liquidez dos bancos em regiões periféricas como o Nordeste favorece estratégias de transferência de depósitos para as localidades mais desenvolvidas, caso do Sudeste, o que explica o vazamento de depósitos.

Palavras-chave


Vazamento de depósitos; Desigualdade financeira regional; Pós-keynesianos.

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