ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DOS TRATAMENTOS HOSPITALARES DE HIV/AIDS E SEUS DETERMINANTES NAS UNIDADES FEDERATIVAS DO BRASIL

Letícia Xander Russo, Marcos Aurélio Brambilla, Cássia Kely Favoretto Costa, Marina Silva da Cunha

Resumo


O objetivo desse artigo foi analisar a (in)eficiência das unidades federativas do Brasil na realização dos tratamentos hospitalares de HIV/AIDS e os determinantes socioeconômicos e de prevenção associados a este comportamento, entre 2008 e 2016. Para tanto, utilizou-se a Análise Envoltória de Dados (DEA) com orientação ao output e o modelo Tobit com dados em painel. Para o DEA, os inputs considerados foram o valor gasto com o tratamento hospitalar, número total de leitos hospitalares e quantidade de médicos especialistas. Os outputs referem-se ao número de internações para o tratamento de HIV/AIDS e dias de permanência. Observou-se que cinco estados (Amazonas, Rondônia, Roraima, Paraíba e Rio Grande do Sul) obtiveram maior destaque na eficiência do tratamento total de HIV/AIDS no período analisado. Além disso, distribuição de preservativos, número de pessoas vivendo com HIV/AIDS em terapia antirretroviral e número de novos casos notificados foram associados negativamente aos estados ineficientes; enquanto óbitos por causa básica HIV/AIDS e proporção de homens impactaram positivamente a ineficiência. Ressalta-se a importância de políticas públicas direcionadas à prevenção e à assistência às pessoas vivendo com HIV/AIDS para a eficiência nos tratamentos hospitalares da doença, com destaque para a terapia antirretroviral e serviços de atenção à saúde.


Palavras-chave


Economia da saúde; infecções sexualmente transmissíveis; análise envoltória de dados; modelo Tobit; saúde pública.

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