Café: condicionantes e elasticidades da demanda de consumo interno

Sidnei Lopes da Costa, Orlando Monteiro da Silva

Resumo


A extinção do Instituto Brasileiro do Café, no início da década de 1990, trouxe grandes modificações estruturais para toda a cadeia produtiva do café, afetando os níveis de consumo per capita e total. Também, a adoção do selo de pureza, a implantação do Plano Real, o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho e a diversificação dos tipos e bebidas à base de café contribuíram, de maneira decisiva, para as mudanças no consumo interno. Para captar os efeitos dessas variáveis no consumo dos cafés torrado e moído e solúvel, estimaram-se funções de regressão para o período compreendido entre 1970 e 2000. Os resultados indicaram que a demanda pelo café torrado e moído é inelástica (-0,069) e, portanto, pouco sensível às variações de preço. A elasticidade preço encontrada para o café solúvel foi igual a -0,604. Quanto à participação das mulheres no mercado de trabalho, os resultados mostraram que a cada 1% de aumento nessa participação, o consumo de café torrado e moído decresceria em 0,62%, enquanto o de café solúvel aumentaria em 7,1%. A melhoria da qualidade do produto, captada pela implantação do selo de pureza, mostrou contribuição significativa ao aumento do consumo do café torrado e moído e pequena redução na demanda do café solúvel. Projeções realizadas com a equação estimada para a demanda de café torrado e moído para o ano de 2010 indicam que o consumo per capita de café variaria entre 5,16 a 5,95 kg/ano, naquela data, enquanto o consumo total estaria em torno de 17 milhões de sacas de 60kg/ano.


Palavras-chave


Café; Café-Consumo Interno; Café-Elasticidades da Demanda.

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