Determinantes da pobreza de privação relativa no Brasil urbano

Rafael Perez Ribas

Resumo


Para colaborar com o desenho de um perfil da população pobre no Brasil, este artigo tem o objetivo de estimar fatores determinantes do risco de pobreza entre as famílias urbanas. Usa um modelo de regressão logit aplicado a uma amostra cross-section de três períodos empilhados. Observa que a pobreza relativa era maior no início da década de 1990 e que essa redução deve-se muito a mudanças na composição das famílias e nas características de seus chefes. Apesar disso, constata que famílias chefiadas por indivíduos mais jovens são as que trazem consigo os aspectos mais desfavoráveis à sua condição de vida, provavelmente porque esses chefes sofreram, em média, uma inserção relativamente precária no mercado de trabalho. Além de salientar a importância das condições ocupacionais do chefe, uma maior dependência da renda provinda de outras fontes, que não as de trabalho, possui um efeito de redução no risco de pobreza da família maior que qualquer outro tipo de ocupação que o chefe venha a ter. Por fim, confirma que o tamanho da família tem reflexos negativos sobre a determinação de sua renda. No entanto, os efeitos variam de acordo com a faixa etária dos membros. No caso, a presença de aposentados reduz o risco de pobreza, enquanto um maior número de crianças o aumenta significativamente.

Palavras-chave


Linha de pobreza relativa; Renda equivalente; Sensibilidade dos parâmetros.

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