Assimetria na escolaridade induz desigualdades na distribuição de renda no Brasil

José de Jesus Sousa Lemos

Resumo


O estudo objetiva aferir as desigualdades na apropriação da renda no Brasil, regiões e estados, bem como a assimetria em escolaridade. A hipótese central é que existe uma relação de causa e efeito entre escolaridade e renda no País. Para isso, lança mão dos dados brutos publicados pelo IBGE de PIB per capita em municípios, estados, regiões e Brasil para 2005, bem como das Pesquisas Nacionais de Amostras por Domicílios (PNAD) cobrindo o período de 2001 a 2006. Estimam as escolaridades médias em todos os estados, regiões e Brasil, bem como as respectivas taxas de aceleração. Com base nessas informações projeta o diferencial de tempo necessário para que cada estado, região e o Brasil consigam incrementar um ano de escolaridade média. Os resultados confirmam a grande assimetria que prevalece na escolaridade entre as regiões brasileiras e os estados. Mostra que nos estados mais ricos a escolaridade tem taxa de aceleração mais lenta, mas, devido aos níveis mais elevados, fazem com que o acréscimo de um ano de escolaridade média requeira menos anos letivos. O incremento do PIB per capita também apresenta uma maior resposta ao incremento de escolaridade nas regiões e estados mais ricos do que nos mais pobres. Conclui que, a permanecerem os atuais padrões de assimetria, sobretudo na apropriação da escolaridade, as desigualdades na distribuição da renda tenderão a se agravar no Brasil.

Palavras-chave


Desigualdades. Renda. Níveis de Educação. Brasil.

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