Mudança climática, percepção de risco e inação no semiárido brasileiro: como produtores rurais familiares percebem a variabilidade climática no Sertão do São Francisco – Bahia

Flávio Henrique Eiró de Oliveira, Diego Pereira Lindoso

Resumo


Percepção, vulnerabilidade e adaptação formam o tripé conceptual dos estudos recentes sobre o impacto social da Mudança Climática. Considerando sua interdependência, e relativa deficiência de estudos do primeiro destes termos, esse trabalho se concentra na construção social de risco associado à mudanças do clima de produtores rurais familiares do Semiárido brasileiro, a partir da teoria da “sociedade de risco” proposta por Ulrich Beck. A pesquisa é apoiada em pesquisa de campo realizada em quatro municípios do Sertão do São Francisco baiano em 2011. O principal resultado alcançado diz respeito à homogeneidade da percepção de risco através das diferentes categorias sociais. Esse fato é atribuído ao caráter imperceptível dos riscos modernos, e ao papel da mídia de massa na construção dessa percepção de risco. A percepção de risco é associada com a intensificação de fenômenos já conhecidos, limitando adaptações nos sistemas de produção agrícola. Não sendo identificados processos de maior abrangência, e que poderiam ser irreversíveis, não existem novas adaptações difundidas motivadas por uma nova condição climática.

Palavras-chave


Mudanças climáticas; Semiárido

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