A crise do planejamento, a economia da inovação e o desenvolvimento regional

Ulisses Pereira dos Santos

Resumo


É reconhecido que o planejamento apresenta uma forte correlação com o desenvolvimento econômico desde os primeiros escritos de Henri Saint-simon, precursor desse campo de estudo. O caráter ativo do Estado de bem estar nacional vigente no pós-segunda guerra mundial e o franco processo de crescimento econômico internacional neste período (1945-1970) fizeram com que o planejamento econômico fosse fortemente influenciado pela linha keynesiana. Contudo a crise do padrão de acumulação keynesiano-fordista, a partir da década de 1970, marcou a crise do planejamento, que perdeu espaço nas esferas política e acadêmica. No mesmo contexto, ascendeu um novo padrão de acumulação, baseado num modelo flexível e na competição via inovação e conhecimento. Este modelo deu origem a uma nova forma de ação estatal na economia, a qual deveria se voltar à promoção da capacidade tecnológica local, com vistas a gerar ganhos de competitividade no mercado internacional. Entende-se que este contexto seria favorável à retomada do planejamento, o que não aconteceu. Mesmo sendo o Estado ativo no contexto da economia do conhecimento, o planejamento praticamente não se reergueu da crise instalada ainda na década de 1970. Defende-se aqui que o uso da economia do conhecimento e da inovação na promoção do desenvolvimento regional abre espaço para a retomada do planejamento como política efetiva de governo.

Palavras-chave


Planejamento; Desenvolvimento Regional; Inovação; Economia do Conhecimento.

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